Arquiteta morta pelo ex-namorado tinha sonho de construir casa para os pais no interior de SP: 'Filha exemplar'

  • 27/01/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia encontra corpo de arquiteta de Serra Negra desaparecida há três meses Uma filha exemplar, que ajudava a cuidar do pai acamado e que tinha o sonho de construir uma casa para a família em Serra Negra (SP). Foi assim que Neusa Aparecida, de 56 anos, descreveu a filha, a arquiteta Fernanda Silveira de Andrade, de 29 anos, morta a tiros pelo ex-namorado e cujo corpo foi encontrado em uma área de mata em São Paulo (SP). Abalada com o fim trágico de um ciclo de violência que teve início em 2023, quando Fernanda conheceu Euhanan dos Santos Barbosa, de 25 anos, preso após confessar o feminicídio, a mãe da vítima clama por Justiça. "Eu peço às autoridades que esse cara pegue pena máxima, porque não é possível um ser desse ficar na rua. Ele destruiu a minha família, a minha vida, do meu esposo, do meu filho. A gente perdeu a coisa mais preciosa que tinha na vida, minha filha". Com a voz embargada, Neusa relembra o empenho de Fernanda na busca por uma vida melhor para a família simples do interior de São Paulo. "Nunca teve vício, era estudiosa, se formou arquiteta. Ela fez a faculdade pelo Fies, lutou, estudou, ia para Jaguariúna toda noite", descreve. Para a mãe, a vida da família caminhava em paz, apesar das dificuldades rotineiras do dia a dia, mas tudo mudou a partir de 2023, quando Fernanda conheceu Euhanan. "[Ela] Tinha muitos sonhos, sonho de construir uma casa para a gente, que paga aluguel. Eu tenho o marido acamado, ela ajudava a cuidar do pai. A vida da gente corria em paz, mesmo com as dificuldades de ser pobre. Até ela conhecer esse infeliz", afirma. LEIA TAMBÉM Arquiteta achada morta em SP vivia sob ameaças e levou oito facadas do ex-namorado A arquiteta Fernanda Silveira de Andrade, de 29 anos, de Serra Negra (SP), foi morta a tiros pelo namorado e o corpo foi encontrado em uma área de mata em São Paulo Arquivo pessoal Euhanan foi preso no sábado (24), no bairro de Marsilac, zona sul da capital, e com ele foram apreendidos uma arma calibre .38 e munições. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o homem indicou o local onde havia enterrado o corpo de Fernanda. "O caso foi registrado como feminicídio, localização/apreensão de objeto, violência doméstica e posse ilegal de arma de fogo no 101º DP (Jardim das Imbuias)", informa a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Ameaças e agressões O feminicídio de Fernanda foi o desfecho trágico de uma história de violência doméstica vivida desde o fim de 2023. Em 2024, a arquiteta procurou a Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência após ser agredida com socos, chutes e golpes de capacete na cabeça. No termo de declaração, assinado em 23 de junho de 2024, a arquiteta relata que já havia sido agredida diversas vezes e que as ameaças de morte eram constantes. Segundo ela, não conseguia se separar de Euhanan justamente por medo dessas ameaças. Em um dos episódios mais graves, a jovem recebeu oito golpes de faca de Euhanan, que fugiu após o crime. Fernanda foi socorrida, internada e sobreviveu ao ataque. Ela era vítima de constantes ameaças, tanto contra sua vida como da família, e tinha dificuldades em deixar o relacionamento. Esfaqueada oito vezes VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/01/27/arquiteta-morta-pelo-ex-namorado-tinha-sonho-de-construir-casa-para-os-pais-no-interior-de-sp-filha-exemplar.ghtml


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