Buscas pelas crianças desaparecidas no Maranhão completam dois meses sem respostas

  • 04/03/2026
(Foto: Reprodução)
Buscas pelos irmãos desaparecidos no Maranhão completam dois meses As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelle e Alan Michael, desaparecidos desde 4 de janeiro, completam dois meses sem novas pistas. Segundo o Corpo de Bombeiros, as estratégias de buscas mudaram, e a corporação agora realiza varreduras terrestres e aquáticas apenas quando há indícios concretos que possam indicar o paradeiro das crianças. Desde o desaparecimento, as autoridades intensificaram as buscas, utilizando cães farejadores e drones para monitorar áreas de interesse. Apesar de diversas operações coordenadas, o paradeiro das crianças ainda é desconhecido. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Ágatha e Alan foram vistos pela última vez brincando com um primo próximo à casa da avó materna, no povoado São Sebastião dos Pretos. "Eu senti falta deles. Eles estavam brincando e depois desceram para a casa da vizinha, onde sumiram", contou Francisca Cardoso, avó das crianças. Com o desaparecimento, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) enviou uma força-tarefa para Bacabal (MA). Bombeiros, policiais militares, delegados e investigadores se uniram a cerca de 2.000 pessoas nas buscas, realizadas por terra e água. Apesar de contar com o apoio de helicópteros e drones, as equipes não conseguiram localizar as crianças. No dia 7 de janeiro, Anderson Kauã, primo das crianças, foi encontrado por trabalhadores rurais no meio do mato, a cerca de 5 km do povoado. Desidratado, o menino passou 15 dias internado. Crianças estão desaparecidas há um mês em Bacabal, no Maranhão Reprodução/TV Globo Após receber alta, Anderson foi levado ao local onde esteve com os primos pela última vez. Cães farejadores rastrearam o cheiro das crianças até a beira do rio Mearim, o que levou a polícia a investigar a possibilidade de rapto e transporte pelo rio. As buscas chegaram a ser concentradas do outro lado do rio, à procura de uma possível pista, mas sem resposta até o momento. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), que mantém as diligências em andamento, sem a conclusão do inquérito. O que diz a investigação Buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal chegam ao 9º dia. Reprodução/CBMMA Em entrevista ao g1, o delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil, Ederson Martins, integrante da força-tarefa que atua no caso, afirmou que a investigação segue em andamento e que ainda não há conclusão. Uma comissão especial criada pela Polícia Civil, formada por dois delegados de São Luís, e uma delegada de Bacabal, conduz o inquérito, que já ultrapassa 200 páginas. Diversas diligências foram realizadas ao longo desse período, incluindo reconstruções e análises técnicas. A Polícia Civil está reunindo relatórios de todas as forças que atuaram nas buscas. Segundo o delegado, o Corpo de Bombeiros, a Marinha e o Exército também repassou à Polícia Civil toda a documentação referente às buscas. Questionado sobre a possibilidade de divulgar novos detalhes sobre as investigações, Ederson Martins afirmou que, por enquanto, apenas as informações já divulgadas podem ser confirmadas. LEIA TAMBÉM: Caso das crianças desaparecidas no Maranhão completa um mês sem pistas; entenda como está a investigação Crianças desaparecidas no MA: Forças de segurança intensificam buscas no rio Mearim com uso de sonar e restringem acesso à área Primo participou das buscas INFOGRÁFICO - Crianças desaparecidas em Bacabal, no Maranhão Arte/g1 O menino de 8 anos, primo das crianças e que ficou desaparecido por cerca de três dias na mata, recebeu autorização judicial para participar das buscas e contou como o grupo se perdeu. ➡️ As informações dadas por ele ajudaram a reconstruir o trajeto. Segundo o menino, eles saíram para buscar maracujá perto da casa do pai dele e, para não serem vistos por um tio, decidiu entrar por outro caminho da mata. De acordo com relato dele, a intenção inicial era seguir até um “pé de maracujá”, que ficava próximo à casa do pai dele. Para não serem vistos por um tio, o menino decidiu entrar por outro lado da mata, tentando dar a volta por dentro do matagal. A partir daí o grupo teria se perdido. O menino afirmou que em nenhum momento eles foram acompanhados por um adulto na trilha e que não encontraram frutas que pudessem comer. 'Casa caída' e a separação Veja como é a 'casa caída' onde crianças desaparecidas há 13 dias estiveram no MA Uma das pistas mais importantes dadas pelo primo, Anderson Kauã, à equipe foi a existência de uma casa abandonada no trajeto. Ele descreveu o local como “uma casa caída”, com uma cadeira velha, botas velhas e um colchão velho. Segundo o menino, a estrutura estava tão destruída que não dava para permanecer dentro. As investigações e o rastreio dos cães confirmam a informação do menino. "Os cães farejadores sentiram o cheiro dessas três crianças, inclusive da forma como o próprio Kauã descreveu", afirma Mauricio Martins, secretário de Estado de Segurança/MA. Ele contou que ele e os primos chegaram a se abrigar ao pé de uma árvore próxima à casa. Ali teria acontecido a separação: Anderson Kauã seguiu por um lado da choupana, e as outras duas crianças, pelo outro. Protocolo Amber Alert A força-tarefa adotou também o protocolo Amber Alert, alerta internacional em caso de desaparecimento de crianças. ➡️ O sistema Amber Alert emite alertas emergenciais em casos de desaparecimento ou sequestro de crianças e utiliza plataformas da Meta, como Facebook e Instagram, para divulgar informações e imagens das vítimas em um raio de até 200 quilômetros do local do desaparecimento. ⚠️ O alerta é ativado por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e permanece ativo no feed de usuários da região. As notificações incluem dados como nome, características físicas e contato para envio de informações. Segundo o MJSP, o protocolo é utilizado de forma excepcional, quando há indícios de que a criança ou adolescente esteja em risco de morte ou de lesão corporal grave. Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, continuam desaparecidos Reprodução/TV Globo

FONTE: https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2026/03/04/buscas-pelos-irmaos-desaparecidos-no-maranhao-completam-dois-meses-sem-respostas.ghtml


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