Morte de manifestante em Minnesota opõe grupos pró-armas e governo Trump
26/01/2026
(Foto: Reprodução) Milhares de moradores de Minnesota protestaram contra a política anti-imigração de Trump.
A morte a tiros do enfermeiro Alex Pretti em Minneapolis no fim de semana por agentes do serviço de imigração dos EUA (ICE) gerou uma nova onda de protestos contra o governo de Donald Trump. Mas um grupo específico vem se unindo às críticas à gestão Trump: o das associações pró-armas do país.
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Pelo menos duas delas condenaram declarações feitas por integrantes do governo norte-americano de que a vítima não deveria estar armada.
A situação chama a atenção porque, tradicionalmente, as associações pró-armas dos EUA são alinhadas ao Partido Republicano, mais resistente à regulamentação da venda e do porte de armas de fogo no país.
A principal organização pró-armas dos EUA, a National Rifle Association (NRA), se manifestou indiretamente sobre o caso.
Ao responder a uma mensagem do procurador-geral dos EUA da Califórnia, Bill Essayli, a associação disse:"Os representantes públicos deveriam aguardar uma investigação completa, em vez de fazer generalizações e demonizar os cidadãos cumpridores da lei."
Manifestantes homenagearam Alex Pretti após ele ser morto por uma agente de imigração
Adam Gray/AP
➡️ O Departamento de Segurança Interna afirmou que Pretti portava uma arma durante o protesto no qual foi alvejado por agentes de imigração, mas vídeos que registraram o momento dos tiros não mostram o enfermeiro sacando o objeto.
Autoridades do governo vieram a público defender a ação do ICE e criticar o fato de Pretti estar armado durante o ato. "A manifestação é violenta quando há alguém que aparece lá com armas", disse a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, após a morte.
Já o diretor do FBI, Kash Pattel, sugeriu que Pretti não deveria estar portando uma arma na manifestação.
“A primeira coisa que os políticos querem fazer é culpar a arma”, disse Taylor Rhodes, porta-voz da Associação Nacional pelos Direitos às Armas, em declaração ao jornal "Wall Street Journal".
Rhodes disse à publicação que já foi armado a centenas de manifestações.
Caso Kyle Rittenhouse
Nas redes sociais, usuários apontam que, no caso de Alex Pretti, o tratamento do Partido Republicano contrasta com o de Kyle Rittenhouse, ocorrido em 2020.
Rittenhouse tinha 17 anos em agosto de 2020, quando foi armado a uma manifestação antirracista na cidade de Kenosha, supostamente para prestar apoio aos policiais da cidade contra os manifestantes. Ele atirou e matou duas pessoas que participavam dos protestos, além de ferir uma terceira.
Em suas fotos de perfil, ele aparecia em fotos segurando armas e compareceu na primeira fila de um comício da campanha de Trump para as eleições daquele ano.
Em novembro do ano seguinte, Rittenhouse foi absolvido por um tribunal, que considerou que ele agiu em legítima defesa. Na época, os republicanos tomaram majoritariamente o partido de Rittenhouse, que estaria amparado pela Constituição americana ao portar uma arma.