Procon investiga Itaú pelo fechamento ‘acelerado’ de agências em Juiz de Fora
28/01/2026
(Foto: Reprodução) Banco Itaú, foto ilustrativa
Sergio Moraes/Reuters
A Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Juiz de Fora abriu uma investigação preliminar para apurar o fechamento 'acelerado' de três agências do Itaú Unibanco S.A. no município.
Segundo o órgão, a medida, ligada à redução de custos e ao aumento da lucratividade, pode violar o Código de Defesa do Consumidor e provocar exclusão financeira de idosos e de pessoas com dificuldade de acesso ou familiaridade com tecnologia.
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O banco foi notificado para prestar esclarecimentos. O g1 entrou em contato com o Itaú e aguarda retorno.
Pontos levantados pelo Procon
De acordo com o Procon, entre as possíveis violações sistêmicas ao Código de Defesa do Consumidor estão:
Fechamento de três agências do Itaú em Juiz de Fora;
Migração compulsória para canais digitais, sem suporte adequado ou alternativas presenciais equivalentes;
Risco de exclusão financeira de idosos e de pessoas com dificuldade de acesso ou familiaridade com tecnologia;
Falta de transparência e de diálogo com a comunidade local;
Sobrecarga das agências remanescentes e queda na qualidade do atendimento presencial;
Estratégia de fechamento associada à redução de custos e ao aumento da lucratividade;
Ausência do banco em audiências, considerado revel em 25 das 42 realizadas entre agosto e outubro de 2025;
Baixa taxa de resolutividade em audiências, de 10,53%;
Baixa cooperação com o Procon, com cerca de 20% das notificações sem resposta.
Prazos definidos para resposta
O Itaú tem prazo de 10 dias para apresentar estudos, dados sobre os clientes afetados e justificativas para o fechamento das agências.
Além disso, em até 48 horas, a partir de terça-feira (27), o banco deve:
Adotar medida reparatória, como a suspensão de novos fechamentos;
Promover a reabertura temporária das unidades;
Oferecer atendimento presencial alternativo.
O Procon alerta que o descumprimento das determinações pode configurar crime de desobediência e gerar sanções administrativas.
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